segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Relações Públicas: atuação, mercado, desafios e oportunidades
Tânia Miranda é graduada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas. Já trabalhou como fotógrafa, que é sua grande paixão, no jornal Diário da Tarde, mas foi ministrando aulas que se encontrou. Hoje, professora na Universidade Newton Paiva, implementou projetos como a agência experimental (AGERP), vencedora três vezes consecutivas no prêmio de melhor agência experimental pela Intercom/Expocom, e melhor projeto de Relações Públicas Cidadania com o projeto Newcine Social.
O projeto realizado oferece serviços para clientes reais, faz assessoria para cerimoniais, organiza workshops empresariais, consultoria de instrumentos de comunicação (organização interna) e pesquisa de opinião. É admirável lembrar que a AGERP é responsável por intermediar a comunicação da instituição, organiza todos os eventos da Universidade Newton Paiva, internos e externos.
Tânia esclarece as atividades do profissional de Relações Públicas que exercem uma variedade de funções para as diversas organizações (sejam elas privadas, públicas ou do terceiro setor), sempre com o desempenho de manter o equilíbrio entre estas e os públicos com os quais interagem.

O objetivo do trabalho é o balanceamento entre a identidade e a imagem de uma organização, focando a imagem institucional e trabalhando a relação com a opinião pública. É por meio desta interação que será capaz de detectar problemas e solucioná-los.
O profissional de Relações Públicas tem como atividades:
1) Construir, manter ou reformar a reputação positiva de uma instituição, seja ela um produto, uma marca, uma empresa, uma entidade, uma organização civil ou governamental, uma pessoa física;
2) Planejar e organizar eventos dentro do conceito Institucional e Organizacional visando objetivos estratégicos de relacionamento público;
3) Promover pesquisas de opinião pública;
4) Planejar e produzir publicações institucionais;
5) Desenvolver atividades de relacionamento com a mídia (muito mais amplas que o termo popularmente conhecido - assessoria de imprensa);
6) Desenvolver atividades de relacionamento com a comunidade a partir de políticas de responsabilidade social.
No Brasil e na América Latina o ofício esta conquistando cada vez mais espaço, cresce 15% a cada ano, e segundo o jornal Folha de São Paulo é uma das 10 profissões mais promissoras do futuro (21 de setembro de 2009), consequência da globalização mundial que teve início por volta de 1990. É regulamentada e necessita de diploma e registro no Conselho para exercer a ocupação. Em Belo Horizonte quem fiscaliza o ramo é a Associação Brasileira de Relações Públicas.
O crescimento espantoso da profissão aumentou pelos investimentos estrangeiros, ampliação da autonomia no setor privado, instalações de novas empresas ocasionando novas demandas, e necessidade de assessoria de comunicação terceirizada. O salário pode variar de R$ 1.500,00 à R$ 30.000,00.
O principal problema no ramo é a difícil mensuração de resultados, mas podemos observar grandes conquistas de imagens, pelas empresas que utilizam a assessoria de imagem como a Eletrolux, Itaipu, Kraft e outras.
Tânia resume o profissional de Relações Públicas como um profissional multifuncional, que deve ser bilíngue, ter conhecimentos básicos de informática, muita criatividade e é claro, feeling para lidar com situações controversas e decisivas.
Podemos dizer que assim como Tânia, a palestra foi incrível e instrutiva, superou todas as expectativas, informando e influenciando todos os presentes!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Acontece na Fumec
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Foto e conceito
Nello é um profissional que trabalha com fotos voltadas para o mundo da moda, incluindo roupas e acessórios (bolsas e jóias). Em relação às fotografias com jóias, o fotografo ressaltou a importância das poses feitas pelas modelos: “Elas precisam fazer poses que valorizem as jóias”, como por exemplo, a mão no rosto. Aun explicou que, nesse caso, até o fundo atrás da modelo é fator influenciável na exposição da jóia. É preciso ter cuidado com a forma de posicionar a luz na foto.

Tomando embalo nesse assunto, Nello mostrou a diferença entre um ensaio fotográfico em estúdio e em um ambiente aberto. “Quando as fotos são feitas em um ambiente natural é possível explorar os elementos do lugar”, explicou ele, e ainda acrescentou, “em estúdio, as fotos são mais voltadas para publicidade”. Fotos tiradas em uma casa com muitos móveis, por exemplo, oferece muitos recursos para engrandecer o conceito. Sendo assim, a modelo pode pegar uma poltrona qualquer, fazer várias poses diferentes e depois escolher outro móvel da casa, fazer outras fotos, e assim por diante. As fotos feitas em estúdio, por sua vez, são mais práticas, pois não fazem com que a atenção do fotografo divida-se entre os objetos como acontece no ambiente natural. Isso não significa que na hora de tirar fotos em estúdio não seja preciso pensar em nada. Antes do fotografo começar seu trabalho, ele precisa pensar em tudo: iluminação, maquiagem, nas imperfeições encontradas no corpo das modelos, no cenário, etc.. Tudo isso permeado pelo conceito que deseja ser passado.

Planejamento Interno
Em estudo realizado pela professora entrevistando integrantes de diversas agências de propaganda, constatou-se que a maior parte destas se preocupam em fazer um planejamento nas campanhas publicitárias, onde sejam usadas todas as ferramentas de comunicação sem nenhuma distinção. Essa idéia vai de acordo com o cliente e suas aspirações. Mas as agências procuram sempre mostrar os benefícios desse planejamento e como será facilmente difundidad sua marca.
Nesse Mesmo estudo, foi observada a visão do cliente com relação à comunicação integrada. É preciso deixar claro que a conclusão tirada veio de uma entrevista não com esses clientes, mas com as próprias agências. Estas, por sua vez, percebem que os clientes de maior porte preocupam-se mais com o uso de várias ferramentas de comunicação e buscam por si só um planejamento interno e integrado ao cliente. Outras, de menor porte, tentam fazer o planejamento de campanha, mas acabam visando somente a propaganda deixando as outras ferramentas de lado. Sendo assim, é a própria agência que cuida da administração do resto do trabalho.
Ao final, Nanci concluiu através do estudo que, a integração comunicacional nunca será algo conquistado em sua plenitude. Pois a agência é que sugere o planejamento, mas este nem sempre é executado pelo cliente. Seria assim necessário que as agências não cuidassem somente das campanhas, mas também de toda interação organizacional.









